segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Companhia de aventureiros de Espada Nobre.


Venho hoje falar sobre o destino da companhia de aventureiros de Espada Nobre. Um clérigo, um halfling ladino, um goblin assassino e um bárbaro das tribos do norte. Como é de se imaginar, muitas eram as diferenças entre esses quatro, mas eles compartilhavam da fúria por novos perigos e novos contos para recitar. Mémoraveis foram suas aventuras em seu plano natal, afinal a queda de um Colosso de Aço Negro ou uma batalha feroz com gigantes de gelo são histórias que qualquer um gostaria de ouvir, e seus protagonistas são heróis que todos gostariam de ter por perto.

Ou quase todos.

Lembra quando eu falei que esses quatro possuiam muitas diferenças? Existia mais uma coisa que os mantinham unidos. O líder do grupo Alek Greatheart, um paladino de carisma lendário, adorado por todos como um grande héroi. Pelo menos por um tempo.

Veja bem, o que realmente aconteceu que levou Alek a se tornar o grande vilão dessa história poucos conhecem, e este velho contador de histórias não é um deles. Mas o que se sabe é que em algum ponto da história Alek caiu. Ele abraçou o caminho da escuridão, e passou a servir uma entidade pouco conhecida nesse multiverso, que atende pela alcunha de "Rei do Sangue". Após se separar do grupo, ele buscou por artefatos de grande poder nas profundezas do mundo e do multiverso, e usou desses artefatos para servir numa bandeija todo o seu plano natal como sacrifício para sua divindade maligna.

E quando o mundo mais precisou, os hérois de Espada Nobre falharam.

Um grande eclipse banhou o mundo em sangue, e as almas de todos os mortais foram devoradas pelo grande portal no céu. Como último ato de bondade, talvez para manter sua fagulha de esperança acesa, o mago Farrun teleportou os hérois para outro plano material, pouco antes dele mesmo ser destruido e ter sua alma devorada.

Os hérois derrotados cairam em Faerûn, Os Reinos Esquecidos, e lá ficaram em prantos por dias, pois suas famílias também haviam sido aniquilidas, e juraram vingança para com o traidor Alek "Estrela Negra". Muitas foram as aventuras dos heróis nos reinos esquecidos, novos companheiros como Niméria, uma ranger com posse de uma das lendárias Moonblades se juntaram ao grupo, enquanto outros, como o barbáro, se perderam em meio aos perigos (ou assim eles dizem).

Nas suas últimas aventuras em Faerûn, eles encontraram resquícios e pistas que os levaram até o imensamente poderoso artefato Mirari, e junto com uma tribo de leoninos vindos de outro plano o utilizaram para virar o jogo na guerra interplanar que ocorria no plano de Mirrodin, dando uma fagulha de esperança a resistência do plano contra os exercítos nefastos de Phyrexia. Há quem ouse dizer que em conjunto ao poder mágico do Mirari, eles foram responsáveis por iniciar a cadeia de eventos que trouxe a deusa da magia Mystra de volta a Faerûn, mas nem os mais curiosos conseguiriam responder se existe um fundo de verdade por trás dessa afirmação.





Mas então que enquanto em nova Phyrexia, os hérois finalmente encontraram as informações que queriam. Um orbe, com boa parte das almas retiradas de seu plano natal, foi encontrado em posse de um novo lorde demônio no Abismo. Esse lorde estava ganhando cada vez mais poder, e era de interesse de outros lords demoniácos e dos anjos de celestia que ele fosse destruído. Com motivo mais que suficiente, os hérois partiram numa épica jornada para os planos inferiores, e na 647º camada do abismo, eles destruiram o lorde demoniaco e libertaram as almas de seus conterrâneos. A batalha durou dias, e dizem que a vitória só foi possivel graças ao anel de três desejos em posse do clérigo.

Os heróis então foram recompensados em Monte Celestia, e todos os sobreviventes ascenderam ao cargo de Imortais, com o poder de semi-deuses, eles agora ajudam outros aventureiros e mortais de interesse, enquanto se preparam para uma guerra que durará eras, e quem sabe envolverá o destino de todo o multiverso em seu desfeixo.

E quanto a Alek? Sumiu sem deixar rastros.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dia 51.

"Eles ainda acham que sou um deles. Mas por quê? Modrons 
costumam ser as criaturas mais metódicas e ordeiras dos planos,
então por que acham que sou um deles?

Há três luas tentei me distanciar, me aproveitar que ainda estavamos em arbórea
para me libertar dessa marcha insana. Foi em vão. Assim que se deram
conta de minha ausência, fui capturado e trazido de volta a meu esquadrão.

Sou prisioneiro da maior viagem do multiverso.

Não estou sozinho. Outros também são prisioneiros assim como eu. Sempre em movimento,
aproveitamos as horas noturnas para descansar nos ombros das máquinas de Mecanus
e trocarmos prozas sobre nossos planos natais. Logo descobri que essa marcha era diferente.

Planos materiais, planos de metal, planos que nunca ouvi nada sobre. Talvez essa marcha
perdure por longos anos, visitando planos totalmente diferentes dos conhecidos...
Uma viagem pelo Multiverso desbravado. Que mundos de magia visitaremos? Que tipos
de criaturas encontraremos?

Me sinto estranho, a marcha exerce um efeito sobre mim... já vejo ordem nos lugares
mais caóticos. Estaria eu pensando como um Modron?"

- Adrennon "Bookworm"